Esta postagem é apenas um exemplo

04/03/2017


Mais um ano se passa e vejo pessoas fazendo promessas, criando metas, usando roupas brancas para trazer paz e aquelas velhas superstições de sempre. Eu confesso que fazia isso, talvez porque minha mãe sempre dizia que tinha que fazer, mas ao passar do tempo fui descobrindo que não me trouxe diferença alguma, muito pelo contrário, os anos se passaram e as coisas foram ficando mais complicadas. Esse ano espero que as coisas sejam diferentes, apesar de que é só mais um dia no meu calendário, mas gostaria muito de chegar no final do ano mais uma vez e dizer como esse foi bom.
-Feliz ano novo filha! Minha mãe tem uma mania irritante de aparecer inesperadamente.
- Para você também! Já estava cansada daquela festa em família, nunca fui de gostar de participar das coisas que acontecem com a família, na verdade não considero meus parentes familiares e sim apenas aquelas pessoas que realmente tenho afeto, Anita a minha mãe, Mel minha irmã mais nova, Black meu gatinho e Daniel.
    Aproveitei que meus parentes estavam desejando um bom ano para cada um e sai discretamente para que ninguém percebesse. Estávamos passando o ano novo na casa de minha vó como costume, geralmente dormia na sala com minhas primas, mas como todos acomodavam na sala, entrei no quarto do meu vô e fiquei apreciando suas coisas. Sempre gostei das suas coisas, ele tem livros, discos e bugigangas no qual admiro. Achei um livro da biografia de Olga, empolguei tanto que mal percebi que havia caído no sono. 
-Vamos Bia, acorde! Dizia Mel enquanto me chacoalhava.
-Calma Mel, já acordei. O que você quer essa hora da manhã? O que aconteceu?
-Mamãe pediu para te acordar, ela decidiu que não vamos passar esse fim de semana aqui na casa da vovó, ela precisa trabalhar amanhã.
-Ah que pena, vou levantar. Respondi na ironia dando um pulo da cama. Ainda era cedo e todos estavam dormindo, o que foi maravilhoso, pois assim poderia pular as despedidas. Joguei tudo dentro da minha mochila e levei o livro de Olga, espero que meu vô não se importe.
    Moro a uma hora dali, o que não era um problema para mim, aproveitei para continuar lendo no meio do caminho. Quando cheguei sai correndo, subi as escadas e me tranquei no meu quarto. Assustei quando entrei, mal me lembrava que havia deixado uma bagunça quando sai. Fui pulando com a ponta do pé para acabar não pisando em nada, até que me joguei na cama e comecei a refletir toda minha vida enquanto olhava para o teto.
    Eu não diria que tenho a pior vida do mundo ou a melhor, na verdade acho que fazer citações de coisas ruins e boas nem sempre é a melhor opção para continuar um novo capítulo da vida. Nunca fui uma garota de muitos amigos, talvez porque me privo disso para não ter decepções. O único amigo que tenho é Daniel. Somos amigos desde os sete anos quando fomos para a mesma sala. Ao contrário de mim ele possui muitos amigos, mas isso nunca interferiu na nossa amizade, o que admiro isso nele.

   Meus romances também nunca foi minhas melhores histórias para contar, me envolvi seriamente apenas uma vez, mas infelizmente terminamos no meio do ano passado quando vi ele se envolvendo com Rafaela, a moça que menos imaginaria algo do tipo, talvez por sempre ficar quieta no seu canto, mas foi exatamente por isso que Jonathan havia se interessado por mim.  Depois dessa desilusão amorosa não quis me comprometer novamente. Pelo menos por enquanto.

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